Performatividade algorítmica de gênero

estudos queer e perspectiva interseccional na crítica da inteligência artificial generativa

Autores

  • João Vitor Rodrigues UERJ

Palavras-chave:

Performatividade algorítmica de gênero., Inteligência artificial generativa., Estudos queer

Resumo

A discriminação de gênero nos sistemas de inteligência artificial generativa é frequentemente tratada como problema técnico corrigível, mas essa formulação deixa intactos os pressupostos epistemológicos que o fundamentam. Articulando a teoria da performatividade de Judith Butler com o funcionamento técnico dos modelos de linguagem de larga escala, o artigo argumenta que esses sistemas não representam identidades de gênero, mas as produzem pela reiteração de padrões extraídos de corpora constituídos a partir de uma ontologia do gênero que não é interrogada em suas premissas. A contribuição é de ordem epistemológica e se organiza em torno do conceito de performatividade algorítmica de gênero, desenvolvido a partir dos estudos queer e da perspectiva interseccional como instrumental para interrogar as categorias que esses sistemas pressupõem ao classificar. O deslocamento proposto tem implicações para a governança algorítmica, o direito antidiscriminatório e a proteção de dados.

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Publicado

24-08-2026

Como Citar

Rodrigues, J. V. (2026). Performatividade algorítmica de gênero: estudos queer e perspectiva interseccional na crítica da inteligência artificial generativa. Revista Memória LGBT, 12(2), 96–114. Recuperado de https://revista.memoriaslgbt.com/index.php/ojs/article/view/217

Edição

Seção

ARTIGOS: ALGORITMOS, IA E NORMATIVIDADE